Com escolas fechadas, pais enfrentam desafios no retorno ao trabalho

    Redes de apoio virtuais podem ajudar enquanto as escolas não abrem

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    Ludmilla Souza

    Em São Paulo, o retorno às aulas presenciais, ainda sem data marcada, será de forma gradual. Segundo o secretário executivo da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, Haroldo Rocha, as aulas voltarão em fases, combinadas com as [cinco] fases do Plano São Paulo [plano do governo estadual de retomada das atividades econômicas]. “A ideia é que a gente volte com 20% [de presença] dos alunos no primeiro momento; no segundo momento, com 50% dos alunos; e, na fase final, com 100% dos alunos”, disse.

    Redes de apoio virtuais

    Enquanto as escolas de creches não abrem, mães e pais podem contar com as redes de apoio virtuais e rodas de conversas. Uma delas é a Health tech Theia, primeira plataforma digital do Brasil que oferece uma rede apoio inédita para as necessidades das famílias. Quem quiser conhecer pode testar a plataforma gratuitamente por uma semana. Para fazer parte da lista de espera: https://theia.com.br/convite

    “É uma forma de contribuir em um momento em que muita gente se vê perdida novamente, já que as escolas permanecem de portas fechadas. Aqui, eles podem contar com ajuda na organização de rotina, educação dos filhos (como fazer combinados, como lidar com ensino a distância, como fazer filhos respeitarem horário de trabalho, sugestões de atividades etc), saúde mental e física, entre outros cuidados, e não precisam passar sozinhos por essa jornada”, diz a cofundadora da Theia, Flavia Deutsch Gotfryd, que é mãe de dois meninos.

    A plataforma conecta pais e mães a uma rede de profissionais especializados de maneira intuitiva e digital. Contam com pediatra, psicólogo, pedagogo, ginecologista, nutricionista, coaching em carreira, especialista em aleitamento materno e terapeuta do sono, bem como educação parental por vídeo e chat, e usam resultados reais para aprender e simplificar a jornada desses pais.

    A rede de apoio virtual funciona 24 horas por dia, de segunda à sábado e o atendimento é feito por chat e videoconferência. A startup garante o sigilo das informações.

    A atendente de clínica Manoela Bento, mãe do Airton Davi, de pouco mais de 1 ano de idade, e Arthur Levi, de 2 meses, tem usado a plataforma. “Meu segundo filho nasceu durante a pandemia da covid-19 e a Theia tem sido minha parceira. Primeiro na volta da licença maternidade e agora durante o puerpério e dia a dia dessa mamãe de dois nesses tempos tão sombrios. Juntos, passaremos por tudo isso”.

    Rodas de conversas

    A volta à rotina de trabalho pode ser cercada de medo, como relatou o segurança Luciano. Porém, saber que não é o único a lidar com estes sentimentos pode ajudar. Os cuidados devem ir além do uso de máscaras e álcool gel, o apoio emocional também é importante e isso pode ser vivido numa roda de conversa.

    De forma gratuita, a ONG Somos Mães, promove mensalmente rodas de conversas para acolher pessoas interessadas em exercitar este sentimento que a nova situação requer.

    “Todo mês temos pelo menos quatro rodas abertas, sem custo algum para o participante. As rodas são um espaço de segurança emocional e temos sido assertivas, facilitando a passagem por esse momento que vivemos a quem se propõe a estar conosco. Tem sido muito especial, quem vem uma vez sempre volta”, disse uma das facilitadoras das rodas, Anne Bertoli.

    A agenda social é divulgada na rede social das Somos Mães [@somosmaesevoce @somosmaesnasempresas @dolacoaoabraco] e para se inscrever basta enviar uma mensagem de solicitação inbox. As rodas de conversa são online, com duração de uma hora e meia e são divididas em grupos de aproximadamente 20 pessoas. A próxima acontece no dia 25 de junho, às 21h, com o tema Roda de Empatia. O encontro será pelo aplicativo Zoom da Somos Mães e o convite pode ser solicitado pelo Whatsapp (11) 98954-3025.