PGR apura conduta de ministro sobre apreensão de celular de Bolsonaro

    Em 22 de maio, general Augusto Heleno falou em "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional" caso fosse efetivada apreensão

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou abertura de apuração preliminar para averiguar a conduta do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A ação se refere à nota assinada e divulgada pelo ministro em 22 de maio, quando falou em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, caso o celular de Jair Bolsonaro fosse apreendido.

    A nota de Heleno foi resposta à decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito que investiga se houve interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Na ocasião, o decano da Corte enviou para a PGR pedidos de apreensão do aparelho, feitos por partidos políticos.

    De acordo com informações do G1, o procurador-geral Augusto Aras informou na noite de quarta-feira (24) ao Supremo que vai analisar a carta de Heleno. Se forem identificados elementos robustos de ilícitos, poderá solicitar providências à própria Corte. A abertura de inquérito é uma possibilidade.