Orquestra Sinfônica da Bahia cogita parceria para superar crise

    Com a mudança, o governo do estado faria um edital para que uma Organização Social se habilite a administrar a Osba

    Foto: Adenor Gondim/GEBA

    A publicização é o modelo de administração que está sendo estudado como solução para a crise da Orquestra Sinfônica da Bahia. Utilizado na Neojibá, o método consiste no Estado atuando em parceria com a iniciativa privada e sociedade civil.

    Para utilizar a nomenclatura “sinfônica”, o grupo teria de se adequar. “Uma orquestra que se julga sinfônica e não de câmara tem que ter no mínimo 12 primeiros violinos, e nós temos quatro. Tem que ter no mínimo 10 segundos violinos, e nós temos quatro“, explica o maestro Carlos Prazeres, regente titular e curador artístico da Osba, que lamenta que o problema tenha surgido logo quando a demanda de público está a todo vapor.

    Com a mudança, o governo do estado faria um edital para que uma Organização Social se habilite a administrar a Osba. “A gente passaria da administração direta do Estado para a indireta. Isso quer dizer que a Osba vai poder começar a captar recursos, o que hoje é um processo muito complicado”, contou ao Metro1. Com a mudança, a Orquestra deixaria as amarras das leis que regem o funcionalismo público, que, segundo o maestro, muitas vezes são incompatíveis com a atividade musical.