Governador do Amazonas é alvo de busca em operação da Polícia Federal

    Suspeito de participar de desvio na compra de respiradores no estado, Wilson Lima (PSC) teve bens bloqueados

    Wilson Lima, governador do Amazonas (Foto: Diego Peres/Secom)

    Governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) foi alvo da Operação Sangria, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta terça-feira (30), que investiga suspeita de fraudes e desvios na compra de respiradores pelo estado que deveriam ser destinados ao combate ao novo coronavírus (Covid-19).

    Segundo informações do portal G1, além de ser alvo de buscas, da operação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), Lima teve seus bens bloqueados.

    São cumpridos mandados de prisão temporária contra oito pessoas, além de buscas e apreensões em 14 endereços de pessoas ligadas a Lima.

    As medidas foram determinadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e incluem o bloqueio de bens no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas.

    Segundo a investigação, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores; direcionamento na contratação de empresa; lavagem de dinheiro; e montagem de processos para encobrir os crimes praticados com a participação direta do governador.

    Esta é a terceira operação da PF sobre coronavírus que tem como alvo um governador de estado. Antes de Lima, Helder Barbalho, do Pará; e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, foram alvos.

    Fraude – Segundo informações do portal G1, no esquema identificado pelo MPF e pela PF, o governo do estado comprou, com dispensa de licitação, 28 respiradores de uma importadora de vinhos.

    Em uma manobra conhecida como triangulação, uma empresa fornecedora de equipamentos de saúde, que já havia firmado contratos com o governo, vendeu respiradores à adega por R$ 2,480 milhões.

    No mesmo dia, a importadora de vinhos revendeu os equipamentos para o estado por R$ 2,976 milhões. Após receber valores milionários em sua conta, a adega os repassou integralmente à organização de saúde.

    Registros encontrados pelos investigadores comprovam a ligação entre agentes públicos e empresários envolvidos na fraude.