Início de flexibilização reduziu perdas do comércio em R$ 13,3 bi, diz CNC

    Para a confederação, mesmo com dados nacionais de maio e retomada, varejo ampliado terá queda de 9,2% no ano

    Foto: Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas

    O início de flexibilização em algumas regiões do país reduziu as perdas do comércio em R$13,3 bilhões, avalia a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O cálculo considera ainda os resutados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de maio, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE. O setor teve crescimento de 13,9% em relação a abril.

    A entidade prevê que, mesmo com os sinais de recuperação de maio, ações de e-commerce e flexibilizações, o varejo ampliado fechará o ano com queda de 9,2%. Excluindo material de construção e veículos, o varejo restrito tem previsão de retração de 6,3%.
    Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, após chegar ao “fundo do poço”, o comércio deve continuar apresentando nos próximos meses perdas menos acentuadas.

    “Contudo, mesmo em um cenário mais próximo à normalidade operacional, a recuperação da atividade comercial ainda dependerá dos impactos da crise sobre variáveis condicionantes do consumo, como o mercado de trabalho, a oferta e a demanda de crédito e o nível de confiança dos consumidores”, ressalta Tadros.