‘Quase matei minha filha’, diz Kanye West em 1º comício, ao falar sobre aborto

    O rapper ainda afirmou que o pai quis que a mãe dele o abortasse: "Minha mãe salvou minha vida"

    Foto: Twitter/ Vídeo

    O cantor Kanye West fez seu primeiro comício como candidato à Presidência dos Estados Unidos. O evento aconteceu no domingo (18), em North Charleston, na Carolina do Sul e nele, o rapper falou sobre algumas de suas propostas de governo como aborto, controle de armas e direitos LGBTQ+.

    Em seu discurso, o artista se emocionou ao falar sobre a vida pessoal ao exemplificar a importância de debater o aborto e revelou que a esposa, Kim Kardashian, chegou a pensar na possibilidade quando eles ainda namoravam. “Quase matei minha filha”.

    Kanye disse que o pai dele quis que a mãe, Donda, abortasse quando ela esperava o nascimento do rapper. “Minha mãe salvou minha vida. Meu pai queria me abortar. Minha mãe salvou minha vida. Não haveria Kanye West porque meu pai estava muito ocupado”, falou.

    A proposta do artista, que aparece com 2% de intenção de voto, é criar uma bolsa anti-aborto na qual cada mãe que tiver uma criança ganharia cerca de U$S 50 mil por ano. Ele afirmou que não espera tornar o aborto ilegal, mas quer apresentar “uma opção” para as mulheres.

    West não se aprofundou no assunto LGBTQ+, resumindo a fala a: “Jesus ama a todos. Ele não discrimina ninguém”. Já sobre o porte de armas, o rapper afirmou que é necessário ter controle, caso contrário o povo será escravizado.

    “Atirar é divertido, mas o problema é que vocês largam todas as suas armas. Quando outros países entram e você não tem armas, o que você acha que vai acontecer? Vocês serão escravizados. Matar pessoas. Pessoas matam pessoas”.

    Kanye ainda criticou a abolicionista e ativista norte-americana Hariet Tubman, que fez 19 missões para resgatar cerca de 300 pessoas escravizadas, usando a rede de ativistas anti-escravatura e abrigos conhecida como Underground Railroad “Harriet Tubman nunca libertou os escravos, ela apenas os mandou trabalhar para outras pessoas brancas”.