Confederação Nacional da Indústria apoia criação de tributo sobre pagamentos eletrônicos

    Como contrapartida, entidade quer que governo retire contribuição previdenciária da folha salarial

    Foto: Agência Brasil
    Foto: José Paulo Lacerda/CNI
    Foto: José Paulo Lacerda/CNI

    O setor industrial apoia a criação de um tributo sobre pagamentos eletrônicos, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, desde que seja vinculado à desoneração da folha de pagamento. A informação foi confirmada por  Robson Andrade, presidente da da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, em entrevista ao blog do jornalista Valdo Cruz, no G1.

    “Acho que tem apoio da indústria, sim, se em contrapartida o governo ir retirando a contribuição previdenciária da folha”, disse Andrade.

    Segundo a publicação do G1, Andrade, juntamente com outros líderes da indústria, tiveram uma reunião com Guedes na última sexta-feira (17) para tratar de temas como a reforma tributária. “A ideia do ministro é criar o novo tributo e ir, aos poucos, desonerando a folha. Talvez começando com até um salário mínimo e meio, o que daria uma desoneração em torno de R$ 30 bilhões”, afirmou o presidente da CNI.

    Ao jornalista Valdo Cruz, Robson Andrade disse que, embora possa apoiar a proposta de Guedes, a indústria quer a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em tramitação na Câmara dos Deputados sobre a reforma tributária.

    “A proposta do ministro Paulo Guedes é importante, mas nós apoiamos principalmente a PEC do [economista] Bernard Appy, em tramitação na Câmara, porque é mais ampla e vai garantir uma melhora para o ambiente de negócios no país”, acrescentou.