E Bolsonaro no jogo político não aprendeu o beabá do toma lá, dá cá…

    O caso é que o toma lá, dá cá tem hierarquia moral

    Foto: Marcos Corrêa/ PR
    Foto: Marcos Corrêa/ PR

     

    Jair Bolsonaro já disse, e nesta semana repetiu, que não vai se meter na campanha eleitoral deste ano, já que na disputa não tem candidatos do partido que ele quer criar. E aí o leitor Lenilton Ribas, da Pituba, pergunta: isso é bom ou ruim para alguns candidatos?

    Prezado, é claro que se o presidente da República resolvesse apadrinhar alguém competitivo talvez ajudasse, mas no atacado, alguns candidatos, inclusive prefeitos que estão conectados com os cofres federais, se dizem antecipadamente gratos. Elementar: é bônus sem ônus.

    Neófito

    Políticos mais tarimbados apontam que na sucessão de equívocos que o presidente cometeu até agora, o primeiro, a hostilidade ostensiva contra o Congresso, dizem que o clássico toma lá, dá cá com ele não ia colar.

    Diz um deputado federal aliado de ACM Neto cá com um pé lá no Planalto que isso é coisa de neófito em política. Até porque, o toma lá, dá cá é intrínseco ao jogo, desde sempre.

    O caso é que o toma lá, dá cá tem hierarquia moral. No topo do bem, toma lá seus votos, dá cá um hospital, uma escola, estrada, qualquer coisa assim.

    A qualidade cai quando se troca votos pela promessa de emprego, por exemplo, algo já não tão bom, mas tolerável. E degenera de vez, o que o tornou sinônimo de baixeza moral, quando o dá cá é para o bolso, a começar pelas rachadinhas.

    Pois é, caro Lenilton, Bolsonaro não sabia disso. Agora entrou no jogo, que pelo histórico do caso, fica mesmo parecendo sujo pela própria natureza.