Lídice da Mata questiona sobre modelo de saúde pós pandemia

    'Precisamos apresentar para a cidade algumas propostas objetivas', disse, em debate promovido pelo PSB

    Foto: reprodução/divulgação

    Qual será o modelo de saúde de Salvador depois qua pandemia passar? O questionamento foi feito pela deputada federal e prefeiturável, Lídice da Mata (PSB), em ciclo de debates da legenda sobre Pandemia, Educação Básica e Saúde. “Precisamos apresentar para a cidade algumas propostas objetivas, distrito Sanitário por distrito sanitário”, defendeu a pré-candida a prefeita.

    Prefeita de Salvador entre 1993 e 96, Lídice falou de ações que concretizou para a Saúde quando esteve chefe do executivo da capital baiana. “A regulamentação do Conselho Municipal de Saúde foi feita em nossa administração, através do secretário Eduardo Mota, que teve a iniciativa de propor que não fosse o secretário o presidente do Conselho”, pontuou.

    Mediado por Everaldo Braga, vice-presidente do PSB na capital, o debate contou com as participações de Liliana Santos (psicóloga e doutora em Saúde Pública) do ex-secretário Eduardo Mota, da deputada estudual Fabíola Mansur, do vereador Silvio Humberto (ambos PSB) e do coordenador do ciclo de debates, Zulu Araújo.

    “A pandemia evidencia e aprofunda um conjunto de desigualdades socioeconômicas, raciais e de gênero, provoca a reflexão acerca do modelo de desenvolvimento econômico e de produção, evidencia o subfinanciamento do SUS, torna premente a necessidade de reorganização de sistemas de serviços de Saúde”, afirmou Liliana Santos. Ainda no debate, a doutora em Saúde Pública defendeu a integração entre atenção básica e vigilância da Saúde e as condições de Saúde dos profissionais).

    Eduardo Mota ressaltou que na Europa os países mais afetados tiveram 70 dias de evolução da curva e o início da flexibilização consciente. Já o Brasil está há 150 dias do primeiro caso identificado e com a permanência dos números elevados, além dos prejuízos sociais e econômicos.“Se não fosse o nosso Sistema Único de Saúde, hoje estaríamos piores do que a situação nos Estados Unidos (país com maior número de infectados e mortos pelo novo coronavírus)”, avaliou.