Com Lavagem do Bonfim ameaçada devido à pandemia, basílica pensa em realizar carreata

    Segundo padre Edson, organização já estuda programação do festejo com estratégias para evitar aglomerações

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    Realizada há 275 anos, a Lavagem do Bonfim, que reúne milhões de pessoas do mundo inteiro em uma caminhada de 8 km, poderá não ocorrer em janeiro de 2021, devido à pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

    A fim de evitar aglomerações até que toda a população seja imunizada, o pároco da Basílica do Nosso Senhor do Bonfim, padre Edson Menezes, informou que a organização do festejo já se articula para encontrar alternativas para homenagear o santo.

    Estuda-se a possibilidade de que as missas sejam transmitidas ao vivo pela internet. O cortejo, por sua vez, daria lugar para uma carreata com a imagem do santo percorrendo a cidade.

    “Certamente não acontecerá como aconteceria no período normal. Nós já estamos pensando em toda a programação, de modo que as atividades internas da igreja serão transmitidas pelas redes sociais. As procissões que nós fazemos, precisamos sentar com a Prefeitura, os órgãos que fazem parte desse processo, para juntos pensarmos como será organizado. Estamos pensando em carreata com imagem do Senhor do Bonfim, mas tudo tem que ser discutido para não haver aglomerações. As coisas estão incertas, precisamos de uma resposta da Prefeitura sobre quando podemos definir o que pode e o que não pode”, disse.

    A declaração ocorreu nesta quinta-feira (13), durante a entrega do Caminho da Fé, na Cidade Baixa, realizada pelo prefeito ACM Neto (DEM). Com investimento de R$ 18,2 milhões, a obra liga a Basílica ao Santuário de Irmã Dulce. A inauguração do Caminho da Fé ocorre, inclusive, neste dia 13 de agosto, data que marca a celebração oficial da Bem-aventurada Dulce dos Pobres.

    Diante do atual momento em que passa a humanidade, padre Edson comentou sobre possíveis comportamentos que a santa teria caso estivesse enfrentando a pandemia. “Irmã Dulce era muito obediente, sobretudo quando dizia respeito a sua saúde ou até mesmo as práticas religiosas. Porém, o amor aos pobres extrapolava todos os limites. Com certeza ficaria muito sensibilizada com o que está acontecendo e socorreria os pobres, abriria as portas do seu hospital para acolher aqueles que necessitassem de assistência. Irmã Dulce revelou para todos nós algo que é muito importante, que é a prática da misericórdia”, afirmou.