Cavalo Marinho I: dono e empresa de lancha são condenados pela Justiça

    Marinheiro que comandava a o barco não foi responsabilizado pelo acidente

    Foto : Alberto Maraux/SSP-BA

    O engenheiro, o dono e a empresa responsável pela lancha Cavalo Marinho I, que naufragou na Baía de Todos-os-Santos em agosto de 2017, foram condenados nesta sexta-feira (21), em votação unânime, pelo Tribunal Marítimo da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro.

    O acidente causou a morte de 20 pessoas, sendo 19 delas no dia do ocorrido e uma no ano seguinte, por sofrer de depressão e estresse pós-traumático.

    Em julgamento com um colegiado de sete pessoas, o juiz Nelson Cavalcante e Silva Filho, levou em consideração fatores como: se o comandante executou da maneira correta a manobra de direção, se os cálculos para construir a embarcação estavam certos, se houve falha em algum equipamento ou se a lancha estava desgastada.

    Foram considerados culpados pela Corte Marítima: Lívio Garcia Galvão Júnior, dono da CL Empreendimentos Eireli, proprietária da Cavalo Marinho I, e sócio-administrador da empresa armadora da lancha, Henrique José Caribé Ribeiro, engenheiro e responsável técnico pelos planos da embarcação.

    No entendimento da Justiça, eles tinham conhecimento dos riscos que a lancha oferecia e os condenou com as penas máximas. Já o marinheiro que comandava a o barco, Osvaldo Coelho Barreto, não foi responsabilizado pelo acidente.