‘Nova CPMF’ deve incidir sobre todas as transações financeiras, diz assessora

    Assessora especial do Ministério da Economia afirmou que o imposto defendido por Guedes não deve se restringir a transações digitais

    Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia

    A “nova CPMF”, tributo sobre transações digitais, proposta pelo ministro Paulo Guedes não deverá ser tão restrita assim. A assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, informou que o imposto deverá incidir sobre todas as transações.

    “A contribuição sobre pagamentos (…) ganha uma nova conotação em relação à nova CPMF por conta da digitalização da economia. Quando torna a economia mais incorpórea, a forma de rastrear é mais fácil por meio do fluxo de pagamentos. Essa é a ideia que está na cabeça do ministro. A legislação está sendo desenhada pra refletir esse novo mundo digital rastreável através das transações financeiras”, declarou, durante live promovida pelo Valor Econômico e por O Globo.

    Os detalhes do tributo só serão anunciados em data mais próxima ao envio da proposta. Mas, segundo Vanessa, a lógica é ampliar a base de arrecadação e rastrear melhor o fluxo da economia.

    De acordo com informações do G1, o novo imposto tem sido defendido por Paulo Guedes como compensação à redução de impostos sobre a folha de pagamentos das empresas. O governo informou, em outra ocasião, que estuda alíquota de 0,2% sobre as transações financeiras nas duas pontas da operação.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem criticado a possibilidade de criação de um novo tributo.