SSP cria força-tarefa para apurar suspeitos de cobrar ‘pedágios’ a comerciantes

    Segundo comandante-geral da PM, chefes do grupo foram identificados e serão presos

    Comandante-geral da PM-BA, coronel Anselmo Brandão (Foto: Matheus Morais/bahia.ba)

    Uma força-tarefa foi criada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para apurar e prender suspeitos de criar uma milícia para extorquir comerciantes do subúrbio de Salvador por meio de cobrança de “pedágios”.

    Os “pedágios” são taxas cobradas por grupos criminosos a donos de estabelecimentos comerciais, em troca de uma suposta segurança. As denúncias surgiram no bairro do Lobato. Conforme informou o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão, envolvidos no crime já foram presos e outros identificados.

    “Muitas pessoas estão associando isso com a vinda de milícias para Salvador, nesses bairros periféricos, mas houve uma determinação do nosso secretário de Segurança, e nós já temos a força-tarefa, já temos as cabeças identificadas, e em breve vamos prendê-las”, disse o coronel Anselmo, em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, nesta terça-feira.

    As informações iniciais apontam que os valores do pedágio chegam a até R$ 100 por semana. Coronel Anselmo orientou para que os moradores procurem a PM para denunciar sempre que as cobranças forem feitas. “Nós já informamos aos comerciantes, para que eles nos procurem. Nós temos o telefone do 190, nós temos a Companhia na área. Por exemplo, na região do Lobato, nós temos um major muito comprometido, e ele já sabe dessas situações, tanto que nós estamos utilizando a questão da inteligência para identificação. O mais importante é que as pessoas não alimentem essa prática criminosa, porque nós vamos dar segurança”, afirmou o comandante.

    E acrescentou: “Nós não vamos aceitar a presença de milícias, cobrança de pedágios nas nossas comunidades. A polícia está atenta, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar, estamos contando com o apoio do Ministério Público, da Polícia Federal, ou seja, há uma grande força-tarefa para impedir que ações como essas aconteçam na região. Com informações do portal G1.