Preço do arroz subiu 26,2% em Salvador em 12 meses

    Considerando também feijão e carnes,alimentos básicos tiveram alta média de 33,7% entre setembro de 2019 e agosto último

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Um dos produtos com maior alta de preços durante a pandemia, o arroz teve variação inflacionária de 26,2 % em Salvador nos 12 meses encerrados em agosto. Se incluirmos na conta o feijão e a carne, os produtos básicos do almoço brasileiro tiveram elevação média de 33,7% entre setembro de 2019 e o mês passado.

    Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-BA), com base no indicador oficial de inflação, o IPCA/IBGE. Para o economista da enitdade, Guilherme Dietze, o auxílio emergencial e o início da reabertura econômica ajudam a explicar essa preção nos preços, mas há outros fatores, como o dólar. “Alguns produtores, como o caso de carnes, optam por destinar parte da produção ao exterior e, consequentemente, reduzem a oferta interna pressionando mais os preços”, explicou.

    O preço da carne subiu em média 35,2% – o músculo e o fígado tiveram aumento de 48,1% e 46,3%, respectivamente. Já o feijão carioca teve reajuste médio de 28,3%. Estes três produtos puxaram o grupo alimentos e bebidas, que teve alta de 11,4% em agosto. O grupo corresponde a 22% do IPCA.

    “Em resumo, o aumento de preços de alimentos e bebidas, que corresponde a um quinto do orçamento doméstico, bem acima da inflação geral influencia na perda de poder de compra das famílias. Ou seja, para a manutenção da mesma cesta de produto que se consumia há um ano, as famílias estão tendo que tirar de áreas tão importantes como habitação, saúde, transportes, etc.”, conclui Dietze.