Dada a largada da campanha, interior vive seus bons momentos: a disputa

    Campanha eleitoral no interior mexe com todos, em todos os cantos. Tem um tic de festa

    Imagem: O Globo/reprodução
    Imagem: O Globo/reprodução

     

    Pergunta-me a leitora e amiga Margarida Tamires, do Barbalho, Salvador, o que eu diria ao leitor para ampliar as chances de acerto dele na escolha de candidatos.

    Vamos por etapas. Primeiro, no jogo da campanha, não tanto em Salvador ou Feira de Santana, mas muito por aí, a disputa tem fortes inhacas de ódio. No mais clássico estilo ‘quem é do meu lado é santo. Quem é contra, o diabo’, quem muda de lá pra cá é regenerado, e quem vai de cá pra lá é degenerado.

    Aí é com você. Ou assume uma banda e vai à guerra ou se retrai para olhar o jogo pela TV, com a ressalva: isso não é um jogo de santos e diabos, mas sim disputas entre seres humanos pelo poder, que, na sua faceta mais rasteira, desde os tempos das cavernas, é tipo ‘da cabeça para baixo é canela’, um quase vale tudo.

    Instrumento

    Política é ferramenta, é instrumento, é meio. Dela depende o gosto do tocador, e tem para todos. No seu sentido mais sublime, a política é o caminho para a construção de uma sociedade mais harmoniosa, menos desigual, mais justa, menos violenta, mais humana.

    Mas não é isso que todos os candidatos fazem? Sim. E muitos apenas fazem meros exercícios de hipocrisia. O que querem mesmo é o lugar do outro. Não raras as vezes, para fazer até pior em matéria de desatinos.

    Minha cara Margô, o bom seria que a disputa fosse mesmo de propostas. Mas ainda estamos longe da civilidade almejada, o que inclui boas práticas no jogo político.

    Seja como for, campanha eleitoral no interior mexe com todos, em todos os cantos. Tem um tic de festa.