Equipe de Guedes congela busca por alternativa para Renda Cidadã

    Uso de precatórios, que restringe pagamentos da União, não teria partido do Ministério da Economia

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Sob orientação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que cancelou as discussões do Renda Brasil, a equipe econômica se afastou da busca por uma alternativa ao financiamento do programa social para evitar mais desgastes ao ministro Paulo Guedes (Economia).

    Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, agora o novo programa em discussão é o Renda Cidadã. O chefe da equipe econômica foi a público nesta quarta-feira (30) e criticou a proposta apresentada por aliados do governo, chamando a alternativa de “puxadinho”.

    Líderes partidários, com o governo, anunciaram na segunda-feira (28) a criação de um limite para o pagamento anual de precatórios (recursos devidos pela União após decisão judicial). Essa seria a forma de bancar o programa.

    O mercado reagiu mal e interpretou a ideia como uma tentativa de calote, o que derrubou os índices da Bolsa, e fez o dólar subir.

    Dois dias após o anúncio, Guedes atacou a ideia e disse que o governo não vai usar esse dinheiro. “Não faremos isso”, disse nesta quarta.

    “Se queremos respeitar teto, temos de passar lupa em todos os gastos, para evitar propostas de romper o teto, de financiar o programa de forma equivocada, que nunca foi nossa ideia”, afirmou.

    A regra do teto impede o aumento das despesas à inflação do ano anterior. “Nós estamos aqui para honrar compromissos”, disse Guedes.

    De acordo com o ministro, a fonte de recursos dos precatórios “não é saudável, limpa, permanente ou previsível”.