Targino: complicação veio num discurso contra Maurício

    Targino diz que foi retaliação política, mas a questão é outra

    Dizem na Assembleia que o deputado Targino Machado (DEM), anteontem cassado pelo TSE, normalmente um franco atirador que dispara pesado para todos os lados, caiu pela boca. Explicando: lá um dia ele subiu na tribuna da Assembleia e bateu pesado no secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa. Dizem que foi aí o começo do tropeço. Ele foi acusado de usar sua clínica, em Feira de Santana, para fazer política. Pedia título de eleitor para atestar a residência em Feira e até a quitação com a Justiça Eleitoral.

    Certo é que a denúncia, bem documentada, foi encaminhada ao SUS, e de lá para a Justiça.

    Targino diz que foi retaliação política, mas a questão é outra: a denúncia procede ou não? Perdeu feio, de 7 a 0, e dançou.

    Safra problemática

    Em matéria de representação na Assembleia, o time que emergiu nas urnas de 2018 em nome de Feira de Santana se estrepou.

    Além de Targino, o deputado Pastor Tom (PSL) também está cassado, por ter perdido o prazo de filiação partidária, decisão, aliás, há 90 dias sem cumprimento por questões burocráticas.

    Só resta José de Arimateia (Republicanos).

    Em 2002, Feira bateu o recorde. Elegeu seis.

    Suplentes na espreita

    O TSE ainda não completou o julgamento do caso Targino. Ainda vai julgar, semana que vem, se vai anular ou não os 67.174 dados a ele em 2018.

    Se validar, o primeiro suplente da coligação, Tiago Correia (PSDB), se efetiva, e Carlos Geilson, que hoje é candidato a prefeito de Feira pelo Podemos e aliado de Targino, fica na espreita. Se anular, quem sobe é Angelo Almeida (PSB), também de Feira.

    É obra do acaso, mas fica tudo em casa.