Empresário aposta em Carnaval indoor como solução para a folia em 2021

    Sócio da produtora Pequena Notável, Rodrigo Melo acredita que essa será a solução a curto prazo para fazer a festa acontecer no período de fevereiro

    Foto: Paula Froés/GOVBA

    Imagine a Barra-Ondina sem um pé de gente em meio a uma sexta-feira de fevereiro? Ou o Campo Grande sem agonia no domingo de Carnaval, dia tradicional do Circuito Osmar (Campo Grande) pegar fogo. Esse é um dos cenários mais possíveis de acontecer em 2021 diante da pandemia do coronavírus.

    De todos os slogans que surgiram durante a pandemia da Covid-19, o setor de eventos e entretenimento carregou o mais pessimista e também mais realista diante do cenário atual. Sem perspectiva de retorno as atividades em 2020, a frase “os primeiros a parar e os últimos a voltar” nunca fez tanto sentido para o setor que movimenta milhões na economia baiana, quanto agora.

    Mas ao que tudo indica, o Carnaval indoor (festas em espaços fechados com mais conforto e menos agonia) pode ser a solução para manter a chama da folia acesa, mesmo quando tudo parece desmoronar. Em entrevista ao bahia.ba, o empresário Rodrigo Melo, sócio da produtora Pequena Notável, acredita que essa é a melhor alternativa para não deixar a “fantasia eterna” pegar poeira no guarda-roupa.

    “Se eu tiver liberação para fazer evento, a depender do número de participante, o número de público que eu possa ter, pode ter certeza que eu vou fazer, obedecendo todos os protocolos, mediante liberação dos órgãos. Esse é o formato que a gente enxerga a médio prazo. A gente já viu que o Réveillon a gente não vai conseguir fazer, os ensaios de verão também não vão rolar, o Bonfim dificilmente vai acontecer, mas estamos trabalhando para fazer o Carnaval”.

     

    Foto: Instagram/ Festival Terceira Praia
    Foto: Instagram/ Festival Terceira Praia

    A produtora, que é responsável por grandes eventos na capital baiana e no interior do estado, como por exemplo a festa Magia com Luiz Caldas, o Forró do Lago em Santo Antônio de Jesus no São João, e a festa Terceira Praia, em Morro de São Paulo, vem trabalhando com um planejamento de sobrevivência.

    Segundo Rodrigo, esse foi o formato encontrado para não desestimular a produtividade durante a pandemia. Todo planejamento da empresa foi feito até o fim do ano, e conforme a data se aproxima ele é “descartado”, já que não há liberação para a realização de eventos na capital baiana. O empresário afirma que não enxerga uma solução para 2020 e acredita que a área de eventos foi uma das mais desassistidas durante a pandemia.

    “Não estou enxergando mobilização para o nosso mercado. Não falo em má vontade, mas eu não enxergo em um futuro próximo, antes de eleição, nenhuma movimentação para a reabertura do nosso mercado. O slogan virou uma verdade absoluta, eu não estou exigindo nem falando em um retorno irresponsável, mas se pensar em um protocolo de volta é extremamente importante. Imagine o verão de Salvador sem entretenimento? Acho que a nossa área deveria ser melhor assistida”.