‘Procurar conhecer esse inquérito’, diz Neto sobre operação que flagrou senador

    Prefeito não descartou que Democratas puna Chico Rodrigues em caso de comprovação de ilicitude

    Foto: Max Haack/Secom

    Presidente nacional do Democratas e prefeito de Salvador, ACM Neto comentou na manhã desta quinta-feira (15) o ocorrido com o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que foi flagrado pela Polícia Federal (PF) com dinheiro na cueca durante operação de busca e apreensão em sua residência na noite de quarta-feira (14).

    Neto disse que o partido precisará ter acesso ao inquérito completo para que possa se posicionar oficialmente sobre o caso e tomar alguma medida e que, caso confirmada a ilicitude do senador, uma punição não está descartada. O caso foi encaminhado para o departamento jurídico do Democratas.

    “Determinei, logo ontem a noite, quando passamos a ter conhecimento nacional do assunto, que o departamento jurídico do Democratas desse início a um acompanhamento permanente desse inquérito, queremos ter acesso a todos os detalhes. Já houve provocação formal minha ao jurídico do partido e, como sempre fizemos, caso haja comprovação do envolvimento do parlamentar em atos ilícitos vamos estabelecer todas as punições previstas no estatuto”, disse o prefeito, que emendeu afirmando precisará analisar profundamente o caso.

    “Um assunto como esse precisa que o partido tenha acesso ao inquérito. Isso já foi passado para o jurídico do Democratas. Caso haja envolvimento do parlamentar, não vamos hesitar em tomar as medidas cabíveis. Nós temos que procurar conhecer esse inquérito e ter acesso às informações oficiais, para então, diante da comprovaçao ou não da ilicitude, tomar alguma medida.  Não quero aqui descreditar a imprensa, não, mas precisa que o partido tenha acesso. Eu acompanhei pela imprensa o pronunciamento dele, dizendo que vai se explicar. Então, o adequado é que do jurídico do partido possa afazer o acompanhamento e tenha acesso aos detalhes do inquérito e isso determinamos que acontece”, finalizou.

    Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro também se posicionou sobre o asunto, já que o senador é vice-líder de seu governo no Senado, e afirmou que a operação “era motivo de orgulho”.