Instituto Aço Brasil rebate risco de desabastecimento após alta na demanda

    Aumento da produção e redução das exportações compensam aceleração da demanda interna, afirma entidade

    Foto: reprodução site do Instituto Aço Brasil

    A produção brasileira de aço somou 2,6 milhões de toneladas em setembro deste ano, com aumento de 7,5% em comparação ao mesmo mês de 2019. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil, que congrega as empresas do setor. A entidade nega que haja risco de desabastecimento no mercado brasileiro, mesmo após o crescimento das vendas de laminados, que ficou 15,5% acima da média das vendas em 2018 e 2019.

    “Não procedem, portanto, as especulações de que estaria havendo desabastecimento do mercado interno, devido ao retardamento no religamento dos altos-fornos do setor e ao incremento das exportações. Estas, em setembro, ficaram 14,2% abaixo da média das exportações realizadas em 2019”, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.

    De acordo com o Instituto Aço Brasil, as exportações de setembro, em comparação com as do mesmo mês de 2019, tiveram queda de 20,9% em volume e de 27,4% em valor. Foram vendidas 756 mil toneladas, com receita de US$ 379 milhões. Isso ocorreu também com as importações, que totalizaram 142 mil toneladas em setembro (-22,9%) e US$ 171 milhões em valor (-19%).

    Logo após o início da pandemia, em abril, o setor operou apenas 42% da capacidade instalada, levando as empresas a desligarem altos-fornos, laminações e outros equipamentos. Porém, acrescentou Marco Lopes, com a recuperação do mercado interno, a estrutura foi reativada. Com isso, a produção e venda para o mercado interno atingiu níveis superiores aos de janeiro e fevereiro de 2020.

    O Brasil produzido 22,3 milhões de toneladas de aço entre janeiro e setembro deste ano – 9,7% a menor do que no mesmo período de 2019. As vendas internas de janeiro a setembro atingiram 13,5 milhões de toneladas, com queda de 4,2% em relação a igual período do ano passado. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 14,9 milhões de toneladas no acumulado até setembro, representando queda de 5,5% ante o apurado no mesmo período de 2019. Fonte: Agência Brasil