Salvador, onde Rui e Neto não deixam espaço para Bolsonaro

    Mas é possível que os ventos mudem para o presidente. Ele já descobriu que distribuir dinheiro compra simpatias

    Foto: Carolina Antunes/PR
    Foto: Carolina Antunes/PR

     

    O Ibope colocou Salvador como campeã nacional da rejeição a Bolsonaro. Por que? Talvez, por falta de apoio.

    É evidente que só uma pesquisa mais direcionada poderia explicar os motivos, mas a rigor, a base institucionalizada de Bolsonaro na Bahia se resume aos deputados estaduais Capitão Alden e Talita Oliveira, ambos do PSL. No mais, o DEM de ACM Neto tem um pezinho no governo, mas por cá é discreto, idem o PSD de Otto Alencar e o PP de João Leão. Nas duas bandas, prevalecem a força dos baianos Neto e Rui.

    Óbvio que isso pode mudar até 2022. A dupla baiana se consagrou como exemplos nacionais para os seus campos. Isso os credencia a tentar voos federais? Fala-se muito, e isso é possível.

    Din din em cena

    Também é possível que os ventos mudem para Bolsonaro. Ele já descobriu que distribuir dinheiro compra simpatias. Cresceu na pandemia, apesar de debochar da Covid, com o auxílio emergencial. E por isso bota todo o gás para criar o Renda Brasil, uma versão rebatizada e ampliada do Bolsa Família, pulando o quantitativo de 14 milhões para 20 milhões de pessoas.

    Segundo o site Transparência Brasil, dos R$ 23,95 bilhões que a Bahia recebeu do governo federal na pandemia, R$ 3,93 bilhões foram para o estado, e R$ 3,26 bilhões foram dados na forma de auxílio emergencial.

    Claro que uma dinheirama dessas muda humores.