Prévia da inflação na RMS fica em 0,43%; taxa é a menor do país em outubro

    Levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e divulgado nesta sexta-feira (23), ficou em 0,43% no mês de outubro. Em relação ao registrado em setembro (0,18%), quanto ao índice de outubro do ano passado (0,20%), a taxa atual é a menor do país como um todo (0,94%).

    De acordo com o IBGE, apesar da aceleração, o IPCA-15 de outubro na RMS foi novamente o mais baixo entre as 11 áreas pesquisadas separadamente. No mês, a prévia da inflação na RMS foi maior que nas regiões metropolitanas de Fortaleza (1,35%), Belém (1,33%) e Recife (1,12%). O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 12 de setembro e 13 de outubro.

    De janeiro a outubro deste ano, o acumulado do IPCA-15 da RM Salvador acelerou para 2,27%. Em setembro, ele havia ficado em 1,83%. No entanto, o resultado está pouco abaixo do índice do Brasil como um todo (2,31%) e é o 6º mais alto dentre os 11 locais pesquisados.

    Nos 12 meses encerrados em outubro, o índice acumula alta de 3,26%, na RM Salvador, também acelerando em relação aos 12 meses encerrados em setembro (3,02%), mas se mantendo menor que o indicador nacional (3,56%). Carnes (6,28%), arroz (14,91%) e custos de alimentação e bebidas (1,80%) são as principais pressões em outubro na região.

    Aumento

    O resultado do IPCA-15 de outubro na RMS (0,43%) ocorreu, segundo o IBGE, devido a aumentos nos preços médios de seis dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice, como gastos com alimentação e bebidas (1,80%) e saúde e cuidados pessoais (0,48%), que foram, nessa ordem, as principais pressões de alta no índice do mês.

    As carnes em geral (6,28%) deram a principal contribuição no grupo, com peso importante da costela (9,47%). Porém, entre os itens isolados, o arroz (14,91%) foi a maior influência dentre os alimentos e a segunda principal pressão inflacionária entre as centenas de produtos e serviços pesquisados no IPCA-15. Outros alimentos com altas importantes foram o óleo de soja (20,41%) e o tomate (15,82%).

    Já no grupo da saúde e cuidados pessoais, os itens de higiene pessoal (1,40%) deram a maior contribuição para o aumento do IPCA-15, liderados pelo perfume (2,82%). Dentre os grupos com deflação no IPCA-15 de outubro, na RMS, os destaques foram para transportes (-0,42%) e vestuário (-0,23%), que apresentaram os recuos mais intensos nos preços e deram as principais contribuições no sentido de conter o índice do mês.

    O grupo transportes teve a peculiaridade de apresentar os itens mais influentes para o aumento e para a contenção da inflação da RMS. A passagem aérea (40,36%) exerceu a maior pressão de alta individual e teve o maior aumento dentre todos os produtos e serviços investigados. Já a gasolina (-5,87%) foi o item que mais contribuiu para conter a prévia da inflação em outubro.