Em Ituberá, a caça ao meteoro que estrondou

    Mas afinal de contas, o que houve?

    Uma pausa nas turbulências políticas para falar de outra turbulência, uma que veio do céu, na forma de meteorito. Estupefação geral em Ituberá, município do baixo sul da Bahia, com boa parte na banda norte da Baía de Camamu.

    Josenildo Mendes, fibreiro (mestre em fibras de lanchas), resume a história:

    — Eu estava em casa, mas foi um pancadão! Balançou tudo! Foi uma bomba forte. Os que estavam na rua disseram que viram uma bola de fogo caindo pro lado do mar, entre Pratigi e a Ilha de Quiepe.

    A Ilha de Quiepe, no meio da boca da Baía de Camamu, era o refúgio do engenheiro Norberto Odebrecht. Lá, a mesma história: o grande estrondo. E em Pratigi, algumas casas sofreram fortes abalos.

    Fenômeno raro

    Mas afinal de contas, o que houve? Ontem de manhã Ituberá se perguntava, ao mesmo tempo em que procurava notícias sobre um possível impacto na terra ou no mar. Nada. O mar subiu e baixou como sempre e em terra, tudo como sempre.

    Quem botou luzes para a compreensão do episódio foi Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e integrante da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), em entrevista publicada em sites da região, entre eles o Itabaina Agora, de Tancredo Neves..

    — Tudo indica ele atingiu as camadas mais baixas da atmosfera. Quando isso ocorre, há propagação maior do som. O tremor é devido ao deslocamento de ar. É uma coisa que acontece, mas é mais raro.