‘Fui contra essa portaria’, afirma Prates sobre decreto de privatização do SUS

    O secretário municipal da Saúde diz ter orgulho do Sistema Único de Saúde, e elogia o trabalho da prefeitura e do governo do Estado no combate ao coronavírus

    Foto: Eduardo Dias/ bahia.ba

    O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, celebra a decisão do governo federal de revogar o decreto sobre a participação privada no SUS, após grande repercussão e protestos por todo o país.

    Durante a entrega da Unidade de Saúde da Família do KM 17, em Itapuã, nesta quinta-feira (29), Prates afirmou ter orgulho do sistema, e ressaltou que o Brasil deveria servir de inspiração para outros países, principalmente em meio à pandemia do coronavírus.

    “O mundo deveria copiar o Brasil. Eu acho que no que nós temos de força, nós não podemos querer ter igual as fragilidades dos outros países. Por exemplo, nos Estados Unidos, quem não tem dinheiro e tá pegando coronavírus, grande parte tá morrendo. Aqui em Salvador a gente tem um orgulho desse trabalho feito pela prefeitura junto com o governo do Estado, de não ter faltado atendimento às pessoas, porque nós temos o SUS.”

    Prates, que em agosto se envolveu em uma grande polêmica pela falta de divulgação e de mobilização da pasta no recadastramento do SUS, disse ter se “apaixonado” pelo sistema, e parabenizou o presidente Jair Bolsonaro por recuar d sua decisão.

    “Eu sempre digo que me apaixonei pelo SUS, que é a maior fortaleza do Brasil e o maior programa social do mundo. Eu parabenizo o governo federal por ter revogado, ter considerado um equívoco, um erro muito grande. Eu acredito no SUS, eu defendo o SUS. Fui contra essa portaria, o SUS é uma fortaleza, principalmente para os cidadãos mais pobres.”

    O secretário ainda comparou a situação do Brasil, que tem 158 mil mortes confirmadas pela Covid-19, com a dos Estados Unidos, que atualmente bateu a marca de 227 mil mortes pela doença. “Como (eles conseguem) avaliar a dimensão que tem a doença se não tem um sistema público com sanitaristas, epidemiologistas? Imagine o nível de sub notificações.”