Trump perde nos EUA esperneando, como sempre se fez aqui. Lá, como cá, tudo igual

    Mera coincidência? Claro que não. Como diria o velho Anísio, lá e cá é tudo a mesma... Complete você

    Foto: Doug Mills/The New York Times
    Foto: Doug Mills/The New York Times

     

    Que pena nosso velho e bom companheiro Anísio Félix não esteja mais entre nós para ver isso, o contraponto para o argumento clássico dele quando queria mostrar o atraso do Brasil em matéria de civilidade. Nos bares e restaurantes dos arredores da Barroquinha, onde ficava o Jornal da Bahia, ele bradava para os colegas:

    — Veja você. Nos EUA, quando acabam as eleições, o derrotado liga para o vitorioso, dá os parabéns e deseja boa sorte. Aqui, o derrotado dá um murro na mesa e grita: ‘Fui roubado!’

    Aqui, velho amigo, tudo como dantes. A partir do dia 16 próximo, o day after das eleições, os cartórios eleitorais dos quatro cantos da Bahia vão empanturrar de denúncias de derrotados se dizendo vítimas de algum trambique.

    No oeste

    E mesmo os que não irão à Justiça já antecipam a desculpa padrão: são vítimas do dinheiro farto do adversário. O que diria o velho Anísio se visse no nosso cenário tupiniquim emergir Donald Trump, o presidente dos EUA, dando murros na mesa se dizendo roubado e ameaçando ir à Justiça?

    Só para lembrar, velho amigo: Bolsonaro, o presidente de cá, também já decantou a suspeita sobre as urnas eletrônicas. E Trump, o presidente de lá, também dá seus murros na mesa na mais clássica linha do ‘o jogo só é limpo se eu ganhar.’

    Mera coincidência? Claro que não. Como diria o velho Anísio, lá e cá é tudo a mesma…

    Complete você, a gosto.