Defendido por Bolsonaro, voto impresso custaria R$ 2,5 bilhões em dez anos, diz TSE

    Opção de votação foi defendida pelo presidente durante live em sua página do Facebook

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse que a possibilidade de o Brasil aderir à votação impressa nas eleições custaria cerca de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos ao longo de dez anos. A opção de votação foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro durante live em sua página do Facebook. O presidente sugeriu a mudança já para 2022, quando concorrerá à reeleição.

    De acordo com o portal Terra, a projeção dos custos foi feita pelo TSE após o Congresso aprovar um projeto, em 2015, que previa a impressão de um comprovante físico dos votos nas urnas eletrônicas. Para isso, seria necessária a troca dos atuais equipamentos por modelos com impressoras acopladas, gerando mais custos para o processo eleitoral.

    Ainda segundo o portal, apenas para a disputa de 2018, quando a regra entraria em vigor, seriam compradas 35 mil urnas do novo modelo – de um total de 600 mil. Na época, o novo equipamento teria um custo estimado em US$ 800 (cerca de R$ 2.520), ante US$ 600 (R$ 1.890) do modelo atual. O plano da Corte Eleitoral era trocar as urnas aos poucos, ao longo de dez anos.

    No entanto, a medida foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional a regra prevendo a impressão de um comprovante físico do voto, pois colocava em risco o sigilo da votação e a liberdade dos eleitores. A decisão da Corte foi confirmada neste ano pelo plenário, em julgamento virtual concluído em setembro.

    Na ocasião, ministros do STF também apontaram os altos custos que a impressão dos votos teriam para a Justiça Eleitoral. Os R$ 2,5 bilhões estimados pelo TSE é o equivalente ao pagamento do auxílio-emergencial pago pelo governo na pandemia do novo coronavírus a mais de 4 mil beneficiários por mês.