Apesar da dinheirama na pandemia, 108 prefeitos foram reprovados nas urnas

    Dói mais quando a derrota é por apenas 23 votos? Dizem que sim

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr
    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr

     

    Levantamento feito pela União dos Municípios da Bahia (UPB) mostra que, dos 295 prefeitos baianos que tentaram a reeleição no domingo (15), 183 venceram, e 108 perderam, apesar da dinheirama que rolou na pandemia.

    O placar ainda pode ser alterado, porque dois, Colbert Martins (MDB) em Feira de Santana; e Hérzem Gusmão (MDB) em Vitória da Conquista; vão disputar o segundo turno. E Agnelo Santos (PSD), em Santa Cruz Cabrália; e Moacyr Leite (DEM), em Uruçuca; ganharam, mas tiveram os pedidos de registro impugnados e concorreram sub-júdice.

    Pelos números do TSE, o campeão de votos na Bahia é Fred Vasconcellos (PCdoB), de Lícínio de Almeida. Único candidato único no Estado, ele teve 100% dos 6.345 votos válidos; 714 votos, ou 8,6% do total, foram brancos, e mil votos (12,41%) foram nulos.

    Surpresas

    O campeão da reeleição é Marcus Vinicius (MDB), de Vera Cruz. Enfrentando quatro candidatos, ele teve 86,29% (20.966 votos), contra 9,16% (2.226 votos) de Magno, do PT, o segundo colocado. Já entre os derrotados, surpresas, como Orlando Peixoto (PT) em Cruz das Almas, Oziel Oliveira (PSD) em Luís Eduardo Magalhães, Rose Menezes (PSD) em Campo Formoso e Carlinhos Brasileiro (PT) em Senhor do Bonfim.

    O caso mais curioso foi em Santa Teresinha. Zé de Zila (PP), o prefeito, já comemorava a vitória quando se descobriu um erro na contagem. Recontados os votos, ele perdeu para Agnaldo Andrade (PSD) de 4.432 a 4.409, diferença de apenas 23 votos. Aí o choro é maior.