Confiança do empresário do comércio cresce em novembro, mas em ritmo menor

    Segundo a CNC, redução do valor do auxílio e pressões sobre os preços contribuiram para o fôlego menor da recuperação

    Foto: Agência Brasil

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 4,1% em novembro e alcançou 108 pontos. Foi o segundo mês em que o indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se situou no patamar de otimismo (acima de 100 pontos). Porém, segundo a entidade, a melhora no nível de confiança perdeu ritmo neste mês, quando a taxa de alta foi a menor desde agosto.

    Conforme a CNC, a redução do valor do auxílio emergencial e pressões sobre os preços, principalmente de produtos essenciais, tiveram influência na desaceleração no nível de confiança. No comparativo anual, em novembro o Icec caiu 11,9%. A confiança do comércio ainda está 20 pontos abaixo do nível pré-pandemia.

    Estoques

    O indicador dos estoques foi o único entre os componentes da pesquisa que registrou queda mensal (-0,6%) – a segunda consecutiva. Entre agosto e setembro, o índice havia apresentado a primeira melhora em sete meses, o que não se sustentou. A confederação explicou que o fechamento das lojas nos segmentos considerados não essenciais tornou os estoques obsoletos em grande parte dos estabelecimentos do comércio no país.

    “Para se ajustar às mudanças e atender à demanda na atual conjuntura, a indústria e o comércio estão reorganizando a produção, buscando novos fornecedores e revendo o portfólio de produtos. As empresas estão no processo de ajuste dos pedidos, o que tem influenciado a rotatividade e a normalização dos estoques”, acrescentou Izis Ferreira, economista da CNC.