ACM Neto critica MEC por dívida de R$ 12 milhões à prefeitura

    Chefe do Executivo soteropolitano afirmou que utiliza recursos municipais para cobrir falta de repasse

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou nesta quinta-feira (3) estar custeando, com recursos municipais, cerca de R$ 12 milhões que deveriam ser transferidos pelo Ministério da Educação. Segundo o prefeito, o aporte estava previsto no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado à pasta, que é responsável, por exemplo, por repasses para redes públicas de educação e escolas, além da compra e distribuição de material didático.

    “Eu agora, no fim do ano, estou pagando 12 milhões de recursos que deveriam ser liberados pelo FNDE pra não parar obras de escolas que estão sendo construídas em Salvador. Eu estou colocando 12 milhões pra cobrir dinheiro que deveria ser do governo federal, do Ministério da Educação, que não fez nada até agora em relação à pandemia nem em relação à educação”, disse ACM Neto em conversa com jornalistas durante a inauguração de uma escola no bairro de São Caetano.

    O chefe do Executivo soteropolitano deu a declaração ao ser questionado pelo bahia.ba sobre a portaria MEC que obrigava as instituições federais de ensino superior a voltarem às aulas presenciais a partir de 4 de janeiro de 2021. A determinação, publicada no Diário Oficial da União na quarta (2), foi revogada no mesmo dia.

    Para ACM Neto, a portaria do MEC é “equivocada”. “Me parece que a postura correta é a que nós adotamos aqui, prefeitura e governo do Estado, de facultar às universidades a possibilidade de retorno. Quem achou melhor voltar, voltou. Quem achou melhor manter a educação a distancia, o ensino remoto, manteve. Não se pode obrigar. Ate porque boa parte dos professora já está com mais de 60 anos e tem comorbidades”, criticou.

    “O MEC não fez nada até agora na pandemia, zero. Sabe quentas vezes eu estive com o ministro da Educação do Brasil até hoje? Nenhuma”, reiterou o prefeito.