Sinovac é suspeita de suborno para aprovação de vacinas entre 2002 e 2011

    Na época, a farmacêutica distribuiu um imunizante contra a gripe suína

    Foto: Governo de São Paulo

    O CEO da farmacêutica Sinovac Biotech, fabricante da vacina contra a Covid-19, CoronaVac, é suspeito de subornar oficiais da China para aprovações de outros imunizantes, entre 2002 e 2011. Na época, a farmacêutica realizava testes clínicos contra a Sars e distribuiu a vacina contra a gripe suína.

    Conforme informações do jornal norte-americano Washington Post, a farmacêutica já reconheceu o caso em documentos regulatórios e informou que o CEO cooperou com os promotores, mas não foi acusado por ter assinado um acordo de delação premiada. Na época, ele chegou a dizer em depoimento que não poderia recusar pedidos de dinheiro de um oficial regulador.

    A Sinovac é sediada em Pequim e funciona há 27 anos. Ela já criou, produziu e comercializou vacinas como as da Hepatite A e B, caxumba e H1N1. Atualmente, a empresa iniciou a produção do imunizante CoronaVac. No Brasil, ele será produzido em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.