Ministério da Defesa elogiou vacinação obrigatória para militares, diz coluna

    Vacinação compulsória para militares, definida pelo órgão no mês passado, visa ao "controle, eliminação e erradicação das doenças imunopreveníveis"

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    Enquanto o presidente Jair Bolsonaro afirma que a vacinação contra a Covid-19 não será obrigatória, o Ministério da Defesa elogiou a imunização obrigatória para militares e tentou, sem sucesso, garantir vacinas contra a gripe para a tropa. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

    A vacinação compulsória para militares, definida pelo órgão no mês passado, visa ao “controle, eliminação e erradicação das doenças imunopreveníveis”, conforme afirmou um parecer de outubro, assinado pelo general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto da pasta.

    A vacina de Covid, que ainda não começou a ser aplicada, não foi citada neste plano.

    Segundo a publicação, um outro trecho dos documentos preparatórios para a tomada de decisão da vacinação obrigatória, a Defesa afirmou que tentou obter, com o Ministério da Saúde, a vacinação anual contra o vírus Influenza aos militares da ativa.

    Entretanto, após diversas reuniões, o Ministério da Saúde informou que seria preciso negociar a vacina da gripe ano a ano, a depender dos estoques para a população civil.

    Outro documento que embasou a vacinação obrigatória dos militares foi produzido no Comando da Aeronáutica, no fim de 2018:

    “A medida proposta é adotada pelo Ministério da Saúde no Brasil e está em consonância com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, além de permitir a obtenção do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia”.

    Os documentos foram obtidos pelo deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, por meio da Lei de Acesso à Informação.