Confederação Nacional do Transporte diz que veto de Bolsonaro é ‘equívoco’

    Presidente vetou socorro de até R$ 4 bilhões para criação de auxílio emergencial do setor

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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    A Confederação Nacional do Transporte (CNT) se posicionou nesta quinta-feira (10) sobre o veto integral do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei n.º 3.364/20, que cria o auxílio emergencial de R$ 4 bilhões para sistemas de transporte em cidades com mais de 200 mil habitantes.

    Em nota, o órgão afirmou que recebeu a notícia com perplexidade e diz que o veto integral é um equívoco do governo. O texto aprovado pelo Congresso Nacional foi amplamente discutido e construído de forma conjunta com os ministérios da Economia e da Infraestrutura, atendendo as contrapartidas solicitadas pelas pastas, de modo que atendessem aos anseios de todos os envolvidos. Além disso, no Congresso, houve o envolvimento de parlamentares e dos líderes do governo nas duas casas, bem como do Congresso Nacional.

    “O veto integral compromete a sustentabilidade dos sistemas e coloca em risco milhares de empregos diretos e indiretos, além da arrecadação de tributos do próprio Estado. Sem o socorro financeiro, os transportadores terão dificuldades também para garantir o preço atual das tarifas, onerando, assim, a população mais carente, que é a maior dependente dos sistemas de transporte público do país”, diz a CNT em um trecho da nota.

    A CNT destaca ainda que o transporte coletivo urbano de passageiros é um dos setores que mais sofreu os efeitos da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

    “O setor foi praticamente esquecido pelas autoridades, que não contribuíram com nada (ou quase nada) para que as empresas pudessem continuar oferecendo um serviço essencial, com qualidade e segurança. É urgente a defesa do transporte coletivo. A CNT trabalha agora para que outras medidas mitigatórias sejam apresentadaa”, completa a Confederação na nota.