‘Creio que isso não vai acontecer’, diz Neto sobre politização de vacinas na Anvisa

    Prefeito de Salvador afirmou que já há um planejamento da gestão para a compra de doses da vacina que for aprovada com recursos próprio da prefeitura

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, disse na manhã desta sexta-feira (11), durante evento no bairro de Sussuarana onde fez anúncios relacionados à educação e de medidas contra a Covid-19, que não acredita que haja uma politização por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conceder a certificação das candidatas a vacina contra o coronavírus. Neto disse também que a prefeitura já estima implantar recursos próprios para a compra do imunizante que for autorizado e já conta com um plano de imunização traçado.

    “Eu sou um cara muito pé no chão, não sou um cara muito otimista, minha natureza não é de ficar sempre esperando o melhor. Mas nesse aspecto, eu acho que não haverá politização. Eu não quero crer que a Anvisa vai segurar a certificação de qualquer vacina porque ela é do país A, do instituto B ou da fábrica C. Eu quero crer que isso não vai acontecer. Eu ouvi essa semana, tanto do ministro da Saúde e do presidente da Anvisa que ainda nenhuma vacina, de fato, apresentou toda documentação de conclusão da terceira fase de testes para obter certificação ainda. Portanto, se isso é verdade, não se pode nesse momento acusar a Anvisa de nada. Depois que as vacinas concluírem todo o processo de apresentação para a certificação, se a Anvisa começar a demorar, aí é outra história. E eu quero crer que isso não vai acontecer”, disse Neto.

    ACM Neto também destacou que, caso necessário, a prefeitura pode recorrer à Justiça  para ter acesso a comprar a vacina. No entanto, disse que essa decisão será tomada pelo prefeito eleito Bruno Reis, pois pode ocorrer já em sua gestão, a partir de 1º de janeiro.

    “Essa decisão tem que ser dele porque o dinheiro que vai ser colocado já vai ser na gestão dele. E é uma decisão tomada por ele que pode ser provavelmente anunciada por mim e por ele antes do fim do ano, de colocar recursos da prefeitura na conta da vacina”, disse ele, ressaltando que já existe um planejamento para a compra, a quantidade de doses e o total que poderá ser investido.

    “Já sabemos até uma estimativa de quanto a prefeitura vai colocar de recursos próprios para comprar a vacina. Quantas doses vai adquirir e qual a estratégia de imunização, está tudo já desenhado. Agora, a gente tem que ter cuidado para não criar expectativas falsas. Por que adianta eu dizer agora que a prefeitura vai comprar X mil dólares da Pfizer ou X mil doses do Butantan e do Sputnik, se nenhuma delas ainda foi certificada? Não adianta. Nós estamos aqui fazendo a nossa parte. Já mandamos e iniciamos a negociação, firmamos posição de que queremos comprar com recursos próprios da prefeitura, já temos a noção de quanto dá para colocar de dinheiro nisso e já temos uma plano de imunização pronto. A minha vida toda eu trabalhei com uma coisa chamada planejamento. Está tudo planejado”, completou.