PSB pede que Supremo suspenda resolução do governo que zera imposto de armas

    PSB argumentou que a redução do imposto é retrocesso na segurança da população, prejudica indústria nacional e é ilegal

    Foto: José Cruz / Agência Brasil

    O PSB foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão da resolução do governo de Jair Bolsonaro que zerou a alíquota do imposto de importação de revólveres e pistolas. A ação foi protocolada nesta sexta-feira (11), dois dias após publicação da medida no Diário Oficial da União.

    A partir de 1º de janeiro, segundo o texto, o governo vai deixar de arrecadar imposto fixado em 20% para o setor. A resolução é assinada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério da Economia.

    De acordo com informações de O Estado de S.Paulo, o PSB argumentou que a redução do imposto representa um “patente retrocesso” na segurança da população, na medida que facilitar acesso às armas. Além disso, a proposta causa prejuízo à arrecadação e à indústria de armas brasileira.

    “A nova alíquota diminuirá os valores arrecadados pelo governo em importações armamentistas, afetando negativamente o repasse de recursos para outras áreas essenciais, como, por exemplo, o combate ao novo coronavírus. A medida fere também o mercado nacional, já que a norma afeta somente o preço dos produtos importados. Desse modo, as indústrias armamentistas brasileiras perdem competitividade no mercado, impacta o desenvolvimento econômico e industrial nacional”, disse o partido.

    Ainda segundo a publicação, o PSB argumentou também que a resolução é ilegal, já que a competência para isenção de tributo exige edição de lei ordinária. A Câmara de Comércio Exterior tem autorização apenas para alterar uma alíquota, não zerá-la.