Flávio Bolsonaro enviou relatório da Abin a advogados, diz colunista

    Agência foi acusada de produzir material para ajudar defesa do senador no caso das "rachadinhas" na Alerj

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    Depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, deu um prazo de 24 horas na última segunda-feira (14) para que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) se manifestassem sobre a existência de documentos para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro no processo da “rachadinha”, conforme divulgado pela revista Época, ambos os órgãos negaram o envolvimento.

    No entanto, de acordo com o portal IG, informações divulgadas nesta quarta-feira (16) pelo blog do jornalista Lauro Jardim, mostram que o filho do presidente recebeu material da agência e repassou para advogados e “pessoas de confiança” via WhatsApp.

    Segundo a publicação, Flávio enviou os relatórios aos seus advogados e a um número restrito de pessoas pelo aplicativo de mensagens. No texto, constava a informação de que se tratava de material produzido pela Abin.

    A divulgação ocorre poucas horas depois de Alexandre Ramagem, diretor-geral da Abin, e o ministro Augusto Heleno, do GSI, acatarem decisão da ministra, que deu 24h para que uma resposta fosse dada, e negarem oficialmente o conhecimento sobre os dois relatórios da agência que vazaram na última semana.

    Ainda segundo o IG, com a negativa da autoria do material, a expectativa agora é que o STF inicie uma investigação para descobrir quem foi o responsável pela divulgação do conteúdo ao senador e se houve ou não a participação da Abin e do GSI no caso.