Rodrigo Maia e Arthur Lira protagonizam discussão em sessão nesta quinta (17)

    "Vários deputados, inclusive eu, não temos sido comunicados de inclusão de pautas há muito tempo nesta Casa", chegou a dizer Lira

    Foto: Maryanna Oliveira/ Agência Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL), já candidato à sucessão do democrata, protagonizaram uma discussão na manhã desta quinta-feira (17), em sessão na Casa. O motivo foi o fato de Maia ter iniciado as votações na Câmara, sem considerar que o Congresso teria sessão no mesmo horário para votar projeto de interesse do governo.

    Arthur Lira, nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro para a disputa à Presidência da Câmara, pediu que Maia cancelasse a sessão e reclamou do volume de itens na pauta. As informações são de O Estado de S.Paulo.

    “A pauta do Congresso tem um item. A da Câmara tem 26 itens, 30 itens, 40 itens, não temos mais o controle. A pauta da Câmara fugiu do controle do colégio de líderes. É um apelo que faço. Vários deputados, inclusive eu, não temos sido comunicados de inclusão de pautas há muito tempo nesta Casa”, disse.

    Quando questionado pelo opositor, Maia disse que não foi comunicado sobre a sessão do Congresso, nem pelo presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), nem por ninguém do governo. Lira rebateu que também não foi avisado previamente sobre o que seria votado.

    “Deixa eu terminar que o senhor vai entender (…) Eu só fui comunicado hoje pela manhã. Toda vez que tem sessão do Congresso…”, respondia Maia, quando foi interrompido por Lira: “Como não foi comunicado? A pauta foi publicada”, afirmou.

    O deputado Giovani Cherini (PL-RS), aliado do líder do centrão, chegou a argumentar em defesa do pepista para que Maia encerrasse a sessão e permitisse a reunião do Congresso. O parlamentar gaúcho disse coisas como Maia não ser “dono da Câmara nem o rei” e não ser ambiente de “fazer beicinho”: “Político que faz beicinho não é político”, disse o parlamentar, em participação virtual na qual aparecia dentro de um carro.

    Maia rebateu: “O senhor está no carro e eu estou no plenário trabalhando”.

    O debate foi encerrado depois de o atual presidente da Câmara concordar em votar apenas uma medida provisória. Em seguida, o plenário foi liberado para sessão do Congresso.