Parlamentares de oito países reativam Parlamento Amazônico para proteger floresta

    Senador Nelsinho Trad foi eleito presidente do grupo, formado também por Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela

    Foto: Agência Senado

    Parlamentares de oito países, incluindo o Brasil, decidiram reativar o Parlamento Amazônico para proteger a floresta, diante do aumento de desmatamento e crimes ambientais. Em sessão conjunta realizada na manhã desta segunda-feira (21), foi escolhida um novo conselho diretor, presidido pelo senador Nelson Trad (PSD-MS), eleito em votação simbólica por unanimidade.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, os demais sete países deverão indicar representantes para a vice-presidência. Compõem o bloco: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

    “Dentre os principais objetivos do Parlamento Amazônico, vale destacar a integração da região, a defesa da democracia, a pluralidade política e ideológica como base de uma comunidade amazônica democraticamente organizada, com respeito à ordem jurídica, não intervenção e segurança internacional da Amazônia e ações de cunho ambiental contra o aquecimento global”, destacou Trad.

    Além do senador, também representam o Brasil os senadores Paulo Rocha (PT-PA), Eduardo Braga (MDB-AM), Plínio Valério (PSDB-AM) e Telmário Mota (PROS-RR), além dos deputados José Ricardo (PT-AM), Léo Moraes (Podemos-RO), Maria Perpétua de Almeida (PCdoB-AMC), Marcelo Ramos (PL-AM) e Camilo Capiberibe (PSD-AP).

    O Parlamento Amazônico foi criado em 1988 para propor políticas integradas para a região da Floresta Amazônica e e a população indígena. Também era objetivo melhorar a relação entre os países com territórios na região para promover o desenvolvimento sustentável na floresta. O último evento do fórum aconteceu em 2011.