E Bolsonaro sem o auxílio, como fica? Em 2021, cenas do próximo capítulo

    Só em Salvador, direto no bolso do povo, foram R$ 5,59 bilhões

    Foto: Reprodução/Twitter
    Foto: Reprodução/Twitter

     

    Terá sido o desgaste do PT com a Lava Jato que turbinou a campanha de Bolsonaro em 2018 ou foi obra da facada em Juiz de Fora?

    A pergunta que leitores nos fazem em rodas de bate-papo em rede pretende buscar respostas no passado para projetar o futuro. Bolsonaro tem chances em 2022?

    No primeiro caso, a resposta: foram as duas coisas juntas. Bolsonaro já liderava as pesquisas, mas lá embaixo, coisa de 21%. Com a facada a 30 dias das eleições, ele, que não tinha tempo de TV, ganhou mídia 24 horas por dia em todos os veículos por motivo justo e sem ir a debate, sem abrir a boca. Chegou lá.

    Óbvio que em 2022 o jogo será outro. Até porque Bolsonaro e o leque de apoiadores que ele arregimentou explodiu. Não era um grupo ideologicamente irmanado; era um ajuntamento que se desmantelou sob a batuta do próprio Bolsonaro e seus filhos.

    Via política

    — Na segunda, claro que quem está com máquina tem sempre uma grande vantagem, mas saber usá-la é fundamental.

    Mesmo chutando amigos e aliados que viraram potenciais concorrentes, como Wilson Witzel, governador afastado do Rio, e João Dória, de São Paulo, Bolsonaro amealhou popularidade ao distribuir alguns bilhões. Só em Salvador, direto no bolso do povo, foram R$ 5,59 bilhões.

    E no jogo político, pisa fundo no toma lá, dá cá, que ele tanto criticou. E agora que o auxílio acabou? Vamos a 2021, o próximo capítulo.