A prévia da inflação de dezembro para a Região Metropolitana de Salvador (RMS) está em 1,18%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é acima do registrado em novembro (0,63%) e no mesmo período do ano passado (0,95%).
O cálculo considera os preços coletados entre 13 de novembro e 11 de dezembro. Com o resultado de dezembro, o IPCA-15 da RMS fecha 2020 em 4,13% de inflação, um pouco abaixo da média nacional (4,23%), mas a maior para o ano desde 2016, quando fechou em 6,97%.
Para o mês de dezembro, o IPCA-15 registrado está acima do do calculado para todo o país (1,06%) e é o quinto maior entre as onze áreas pesquisadas. No geral, as maiores prévias de inflação foram as das regiões metropolitanas de Porto Alegre (1,53%), Rio de Janeiro (1,28%) e Curitiba (1,27%). Na ponta oposto, as menores estão nas RMs de Brasília (0,65%), São Paulo (0,86%) e Belém (0,91%).
As altas na gasolina (13,86%) e na conta de energia (5,16%), com a volta da bandeira vermelha patamar 2, puxaram a prévia da inflação na RMS. Houve influência também das passagens aéreas (35,76%), que em dezembro registraram maior aumento entre os produtos e serviços que compõem o imposto. Além da influência dos grupos de transportes (4,76%) e habitação (2,01%), o grupo de alimentação e bebidas também impactou o IPCA-15, sendo a terceira maior contribuição (1,16%) para a alta.
Maior aumento em 18 anos
Em 2020, o setor de alimentos teve o maior aumento em 18 anos, calculado em 14,54%. O último recorde foi registrado em 2002, quando esteve em 16,96%.
De acordo com o IBGE, a pressão dos alimentos consumidos em casa (18,31%) foi maior do que a de alimentação fora de casa (5,47%). Os itens que mais impactaram o resultado são carnes (31,80%), com destaque para a costela (44,65%), e os cereais, leguminosas e oleaginosas (51,29%), seobretudo o arroz (66,03%). Esse último foi o que mais contribuiu para o aumento da prévia da inflação de 2020 na Região Metropolitana de Salvador.
Por outro lado, dois dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15 tiveram deflação: vestuário (-8,82%) e educação (-0,66%). No primeiro caso, houve queda nas roupas femininas (-17,23%), masculinas (-9,92%) e infantis (-9,63%). Quanto à educação, as influências foram os cursos regulares (-1,11%), com destaque para o ensino fundamental (-2,73%) e a pré-escola (-7,89%).

