Setor de serviços está apreensivo com sucessão de Rodrigo Maia na Câmara

    Nomes como Baleia Rossi (MDB-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) preocupam dirigentes

    Foto: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados

    Integrantes do setor de serviços do Brasil estão preocupados com a disputa pela presidência da Câmara em 2022.

    A apreensão ocorre sobretudo porque o segmento é crítico dos principais projetos de reforma tributária que estão em tramitação no Congresso.

    Para suceder e receber o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara estão sendo lembrados nomes como os de Baleia Rossi (MDB-SP), autor da PEC-45, proposta que unifica o pagamento de cinco impostos, e o de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da comissão mista que trata do assunto.

    Presidente da Central Brasileira de Serviços (Cebrasse), João Diniz afirma que o projeto de Rossi aumenta tributos e ameaça empregos no setor. Também afirma que suas considerações não têm sido ouvidas por Ribeiro.

    “Não torcemos por candidatos apologistas dessa proposta.” Por outro lado, os dirigentes dizem não conhecer bem a posição em relação à reforma do deputado Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo Governo Federal.

    “Ele não foi um grande ator nesse debate. Mas, se for eleito, deverá trabalhar pelo projeto de unificação de PIS e Cofins do governo”, diz Reynaldo Lima Junior, do Sescon-SP (escritórios contábeis). As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.