Agências de influenciadores turbinaram receita em meio à crise de coronavírus

    Até setores que não estavam presentes nas plataformas passaram a investir nas redes

    O caixa das agências de marketing encerrou o ano de 2020 em alta após mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

    A Mynd8, por exemplo, agência que representa a cantora Luisa Sonza, cresceu 72% em receita durante a pandemia.

    “O faturamento ficou próximo de R$ 155 milhões, enquanto em 2019 foi de R$ 90 milhões. Fomos de 60 a 150 funcionários”, informou a presidente da empresa, Fátima Pissara, que também agencia a Pequena Lô, humorista com deficiência, com 2,8 milhões de seguidores, e Mário Junior, que tem 1,8 milhão no Instagram e é conhecido por suas cantadas no TikTok.

    “Houve um crescimento tanto de empresas já presentes no online, quanto daquelas que nunca tinham feito nenhum trabalho nas plataformas. Fizemos projetos com setores que até então não tínhamos tanto contato, como o agronegócio”, afirma Pissara.

    Outra empresa que viu os números saltarem foi a Spark. A companhia, que organizou lives de cantores como Simone & Simaria, Jota Quest e Michel Teló, não agencia, mas faz o contato entre os influenciadores e as marcas. Segundo o presidente e fundador Raphael Pinho, 2020 foi fora da curva.

    “Atingimos em um ano a meta que tínhamos para três anos, dobrando a receita, que chegou a R$ 68 milhões. Também elevamos o número de funcionários de 38 para 70”. As informações sã da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.