Falta planejamento e comando no governo, diz SBIm sobre compra de seringas

    Sociedade Brasileira de Imunização reagiu à declaração de Bolsonaro sobre comprar seringas depois que preços "voltarem à normalidade"

    Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) criticou a postura do governo Jair Bolsonaro sobre a aquisição de seringas para a vacinação contra o coronavírus. Depois de um pregão fracassado, o presidente afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo só voltará a comprar o material quando os preços “voltarem à normalidade”.

    A inflação dos insumos, fundamentais para a imunização da população, é o argumento adotado pelo presidente para justificar a demora na compra dos produtos. Na avaliação de Juarez Cunha, presidente da SBIm, toda a situação demonstra falta de planejamento e comando no Ministério da Saúde e no governo federal. As informações são do UOL.

    “É uma guerra, é uma luta. Tem que ter muito planejamento e, ao mesmo tempo, passar os recados adequados”, avaliou, em entrevista à publicação.

    A presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da instituição, Mônica Levi, afirmou que o estoque atual é suficiente para iniciar a vacinação e deve durar até o final do primeiro semestre. Do segundo em diante, deve faltar.

    “Nós não podemos esperar mais”, disse.

    Quanto ao argumento de Bolsonaro, a avaliação é que os preços das seringas não vão cair, já que existe demanda para os produtos. Para a presidente da comissão, a prioridade deveria ser a saúde e a vida dos brasileiros.

    “A demanda mundial só vai aumentar. Não tem nenhuma previsão de que é algo momentâneo”, acrescentou.