Bruno diz que espera conversa com Rui e que plano de imunização é independente do governo

    Prefeito não descartou a compra de doses de outros laboratórios, independente das que serão distribuídas pelo governo federal

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (DEM) disse nesta sexta-feira (8) ao bahia.ba que aguarda uma audiência com o governador Rui Costa (PT) para tratar de ações em conjunto sobre a pandemia da Covid-19 e também da possibilidade de começar a avaliar qual o momento para a retomada da educação. O democrata também afirmou que o Plano de Imunização Municipal é independente do governo do Estado.

    “Nosso plano de imunização está pronto. Inclusive, a Janssen, que é representante da Johnson, disse que a prioridade depois do governo federal é a trativa com Salvador, por todo simbolismo, pelo momento em que vive a nossa cidade, temos aqui a primeira santa brasileira, Irmã Dulce, a vacina foi testada aqui no Hospital Irmã Dulce…e, além de todos esse ingredientes, eles ficaram impressionados. Por exemplo, a gente sabe e temos condições de dizer quantas pessoas temos por distrito sanitário. Salvador tem 12 distitos sanitários de saúde e vamos apresentar quais são as pessoas da área de saúde que serão imunizados prioritariamente, os idosos acima de 60, 65, 70 e 74 anos, um trabalho feito de lupa, tudo bem organizado. Isso motivou ainda mais eles a fazerem a parceria com Salvador”, explicou Bruno, destacando que o Plano de Imunização Municipal está pronto e será apresentado na próxima semana.

    “O plano de imunização está pronto e vamos detalhar na semana que vem. A conversa com o governo eu ainda aguardo a audiência com o governador Rui Costa, para a gente tratar de ações em conjunto da pandemia e também da possibilidade da gente começar a avaliar qual o momento para a retomada da educação. É natural, estou ainda nos primeiros dias de governo, tendo que ajustar a formação das equipes, ontem vocês acompanharam praticamente a nomeação de todo o segundo e terceiro escalão da prefeitura, conversas que a gente já vinha tendo desde a definição dos nomes dos secretários, e agora formando as suas equipes, para que a gente possa cada vez mais ter uma equipe mais eficaz e mais eficiente. Esperamos que o governo do Estado também possa avançar na solução da vacina. Os planos de imunização são autônomos, não há uma participação do governo, não só em Salvador, mas em todos os municípios”, afirmou o prefeito.

    Bruno fez questão de ressaltar a hierarquização política no quesito compra de vacinas, mas não descartou a compra de doses da vacina contra a Covid-19 em laboratórios independetes do que serão distribuídos pelo governo federal.

    “Essa é a hierarquização. O governo federal fornece as vacinas para o Estado e os estados distribuem para os municípios, está na lei nacional de vacinação da política de saúde estabelecida pelo SUS. Nós estamos prontos, pode-se dizer: pode exepcionalmente, por conta do estado de exceção, quebrar essa hierarquização, e o governo federal repassar direto para a cidade? Pode ser que o governo federal tome essa posição, não está impedido. Como também pode o municipio comprar a vacina exepcionalmente. Salvador em algum momento da sua história já comprou vacina? Já, em nossa gestão nós compramos, se não me engano para a menigite, e nós compramos. Teve um momento que precisou e o governo federal não tinha em estoque para fornecer e nós compramos. Essa é a política, que estabelece que é reponsabilidade do governo federal forncer as vacinas e os municipios e os estados podem exepcionalmente adquirir, que é o esforço que Salvador está fazendo e que o governo do Estado deve fazer também”, disse.

    Bruno também reafirmou que a prefeitura decidiu recuar da compra de 103 mil doses da CoronaVac para o Município. “É óbvio que a gente só justifica pegar recursos do cofre municipal se a gente não tiver, como a gente não tinha, uma previsão concreta da vacina. E até se o governo federal iria adquirir as vacinas do Intistuto Butantan, como a gente está vendo que ele se tornou, na prática, a vacina mais acessível para nós brasieliros, a prefeitura estava negociando diretamente…mas agora já que o governo federal vai forncer, aí vem a nossa estratégia para dialogar, conversar e porcurar adquirir de outros laboratórios”, finalizou.