Endividamento das famílias cai 3,5 pontos, indo a 63,4%

    Mesmo com o recuo nos últimos quatro meses de 2020, Salvador tem 588,3 mil famílias com dívidas, conforme a Fecomércio-BA

    Foto: divulgação Fecomércio-BA

    De setembro a dezembro do ano passado, a taxa de endividamento em Salvador caiu 3,5 pontos percentuais. Isto significa que 32,4 mil famílias equacionaram suas contas, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fercomércio-BA). Mesmo com esta recuperação, no último mês de 2020 63,4% (588,3 mil) das famílias de Salvador possuíam algum tipo de dívida.

    A inadimplência seguiu a mesma tendência e registrou queda em dezembro ao passar dos 28,8% em novembro para os atuais 27%. Atualmente, são 250,6 mil famílias que não conseguiram pagar a dívida até a data do seu vencimento, 16,6 mil a menos que no mês anterior.

    Embora os números gerais mostrem um cenário mais favorável, o perfil de quem está endividado piorou. Segundo o consultor econômico da entidade, Guilherme Dietze, o principal tipo de dívida foi o cartão de crédito com 94,1%. “Essa modalidade possui a maior taxa de juros no mercado e normalmente por não terem acesso ao crédito pessoal ou o consignado, com taxas mais modestas, acabam tendo que entrar no rotativo do cartão”, explica.

    Outro dado da pesquisa que mostra o quadro ruim de quem está endividado é o percentual da renda comprometida com divida que subiu dos 37,6% em novembro para os 38,2% de dezembro. O patamar considerado adequado é o de 33%.

    “Certamente a inflação de alimentos, que está em quase 14% na região de Salvador, está impactando negativamente para o equilíbrio do orçamento doméstico, principalmente as famílias com renda mais baixa. São elas que estão encontrando dificuldades de reingressar no mercado de trabalho e estão se mantendo, em grande parte, através do auxílio emergencial”, conclui  Dietze.