Rejeitado por Guedes, imposto sobre fortunas vai a debate na Câmara

    Ministro da Economia entende que tributo geraria fuga de investidores; especialistas da área, por sua vez, defendem medida para reduzir desigualdades

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    Rejeitado pelo ministro da Economia Paulo Guedes, a proposta de criar um imposto sobre grandes fortunas foi apresentado à Câmara dos Deputados pela Receita Federal.

    No documento enviado à Casa, a Receita não descartou eventual debate sobre o tributo para reduzir a desigualdade social no país, mas disse que há medidas mais eficientes, como acabar com programas de Refis (parcelamento de dívidas com a União com descontos), taxar a distribuição de lucros e dividendos e mudar tributação sobre o mercado de capitais.

    O fisco afirma que há dificuldades sobre como estabelecer o critério para as fortunas — como mensurar a riqueza, o patrimônio de cada um. Como exemplos, citou obras de arte e direitos autorais.

    Conforme argumento do órgão, o sistema poderia ser burlado facilmente. Se transferir parte do patrimônio para outros países ou dividir com outras pessoas, por exemplo, um contribuinte poderia escapar da taxação.

    Especialistas na área defendem a medida para diminuir as desigualdades.