IPCA na Região Metropolitana é puxado por aumento de energia e passagens aéreas 

    Custos de habitação e de transportes também elevaram o número do índice para cima da prévia da inflação do mês

    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (12) os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidos Amplo (IPCA)  (0,92%) de dezembro de 2020 na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que foram puxados pelos aumentos na energia eleétrica (10,88%), passagens aéreas (35,76%), custos de habitação (3,32%) e transportes (1,79%).

    Segundo o IGBE, o resultado do IPCA de dezembro na RMS ocorreu devido ao aumento nos preços médios de oito dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice, como os grupos habitação (3,32%) e transportes (1,79%), que tiveram as maiores altas e foram os que mais puxaram para cima a prévia da inflação do mês na RMS.

    Entre os gastos com moradia, a principal influência veio da energia elétrica residencial (10,88%), estimulada pela volta da bandeira vermelha patamar 2 (com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos) após dez meses consecutivos de bandeira verde (em que não há cobrança adicional na conta de luz).

    Por sua vez, o aumento mensal dos transportes se deu especialmente pela alta no transporte público (4,89%), que por sua vez foi motivada pelo valor da passagem aérea (35,76%), que foi o item com o maior aumento entre as centenas de produtos e serviços que compõem o IPCA. Também contribuíram os aumentos nos valores do veículo próprio (0,88%), e dos combustíveis (1,18%), especialmente a gasolina (1,12%).

    O grupo alimentação e bebidas teve o sétimo maior aumento na inflação de dezembro (0,25%), apresentando a quarta maior contribuição. No mês, a maior influência para este aumento veio da alimentação fora do domicílio (0,55%), com a alimentação no domicílio também apresentando leve alta (0,13%). O único grupo com queda em dezembro é a educação (-2,36%), acarretada pela queda no valor dos cursos regulares (-3,31%), especialmente o ensino fundamental (-5,95%).