Candidato a presidente de Portugal defende confinamento apenas após as eleições

    Vitorino Silva disse que é a opinião que tem ouvido nas ruas e que o povo "é sábio"

    Foto: Reprodução/SIC Notícias

    O candidato presidencial Vitorino Silva defendeu, nesta terça-feira (12), que o confinamento dos portugueses fosse decretado apenas “depois de contar os votos” das eleições, que estão previstas para acontecer no próximo dia 24 de janeiro. O candidato do partido RIR (Reagir, Incluir e Reciclar), disse que essa é a opinião da população nas ruas e que o povo “é sábio”.

    “Sou a favor de [o confinamento] ser [decretado] quinta-feira se não houver eleições dia 24. Sou a favor já (…). Se fecharem [o país] na quinta-feira e se não houver eleições, eu concordo. Agora, se houver eleições dia 24, não concordo que fechem as pessoas nestes dez dias e as soltem depois. É a opinião que tenho ouvido na rua e o povo é sábio”, disse Vitorino Silva aos jornalistas no distrito de Lisboa.

    De acordo com o presidenciável, se o país decretar confinamento neste momento, terá que voltar atrás no dia das eleições. Segundo ele, “vai ser pior a emenda do que o soneto”.

    “Os políticos têm de ser responsáveis. Não estou a dizer que isto está bem, mas também esperem um bocadinho, aguentem um bocadinho os cavalos. Acho que era justo, pelo menos até às eleições, isto estar tudo aberto para que possa haver campanha”, completou.

    Nesta terça-feira, Portugal ultrapassou 8 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas foram 155 óbitos, o maior número desde sempre, conforme os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).