Conselho do Banco do Brasil endossa demissões e fortalece presidente

    Polêmicas, medidas foram anunciadas no dia 11 deste mês e fizeram André Brandão balançar no cargo

    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Reunido na quinta-feira (21), o Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou em ata o apoio às medidas de reestruturação adotadas pela estatal e ao presidente da instituição, André Brandão. O grupo é formado por oito executivos, entre eles Brandão e o secretário da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

    No dia 11 deste mês, o BB lançou um plano de demissões voluntárias – com expectativa de desligar até 5 mil servidores – e o fechamento de 361 unidades, entre as quais 112 agências. Parlamentares criticaram à medida junto ao presidente Jair Bolsonaro em meio às negociações das eleições da mesa diretora do Legislativo.

    Os planos de demissão do BB já cortaram quase 17,5 mil funcionários em cinco anos, segundo a estatal. O anúncio de novo programa só não gerou a troca do comando no banco porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, interviram.

    Na ata do encontro de quinta, o conselho frisou que o Programa de Ajustamento de Quadros (PAQ) foi aprovado “em caráter permanente” pelos conselheiros em 2019, passando também pelo crivo da Secretaria de Coordenação e Governança das Estatais (Sest) do Ministério da Economia”, garante o documento. As medidas anunciadas neste mês, segundo o documento do Conselho, estão sendo executadas “exatamente como aprovadas”.

    “O BB sabe que a automação, a incorporação de tecnologia de informação e a super digitalização dos processos são inexoráveis no setor financeiro, sendo dever da instituição ter um quadro funcional capacitado, bem treinado e motivado, e com um custo compatível com seus concorrentes privados”, afirmam os conselheiros na ata, aprovada por unanimidade. Fonte: Exame.