Roberto Carlos diz que ‘declinou’ de cargo na mesa diretora e que apoia Samuel Júnior

    Deputado estadual do PDT afirmou que bloco defende consenso para a candidatura aos cargos da mesa diretora da Alba

    Foto: Matheus Morais / Bahia.ba

    O deputado estadual Roberto Carlos (PDT) afirmou nesta segunda-feira (1º) que seu nome foi um dos especulados pelo Bloco Parlamentar do PDT/PC do B para a eleição dos cargos da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), que ocorre hoje. No entanto, ele  diz que “declinou” da posição e que decidiu apoiar o deputado Samuel Júnior (PDT). O parlamentar também defendeu o consenso para a candidatura aos cargos, assim como foi com a presidência da Casa.

    “Nós temos um bloco aqui formado pelo PDT e PCdoB, que é constituído de oito deputados, sete nativos e um licenciado, que é Leo Prates. E hoje eu, claro que como qualquer outro deputado que quer crescer, quer participar da mesa, até porque é na mesa que se decide as questões da pauta do dia e algumas questões burocráticas aqui dentro da Casa. Mas, eu declinei do meu nome e o deputado Samuel Júnior disse que iria colocar o nome dele para a apreciação dos deputados. Se for assim, nós vamos analisar a proposta do deputado Samuel para votar. É claro que temos que ouvir o nosso líder Rosermberg Pinto, que está tentando fazer com que a Casa seja uma chapa só, como foi consenso para o presidente, que seja também para os outros cargos”, avaliou o deputado, que comentou sobre o que acha de o Partido dos Trabalhadores terem dois cargos na mesa.

    “O PT, você olhando do ponto de vista do regimento interno, eles têm até direito, pois eles têm 11 deputados estaduais. Mas sempre o PT usou o consenso na Casa. Por exemplo, na legislatura passada, eles tinham direito a duas vagas e abdicaram de uma delas para haver uma composição para que todos os partidos da base aliada pudessem ter um membro na mesa da Casa”, disse.

    Roberto Carlos reafirmou que seu bloco fará um apelo ao líder do bloco petista para que repitam o ato. “Nós vamos fazer esse apelo novamente ao líder do bloco, que é Marcelino Galo (PT), para que eles possam usar o consenso, como foi utilizado para o presidente e aí sim o PDT teria um assento na mesa que seria o nosso colega Samuel Júnior”, pontuou.

    Sobre o pós-eleição e se a base permanecerá unida ou se terá problemas, Roberto Carlos afirmou que tem “alguma questões” que terão que “conversar bem”.

    “Não. A base continuará unida, mas não sei se vai haver consenso na questão da mesa diretora. Nós estamos apelando, até porque não só tem um problema interno do PDT com o governo, inclusive na oposição também. Tem algumas questões após as eleições que agente vai ter que conservar bem”, avaliou o deputado.

    O deputado Roberto Carlos também falou sobre seu apoio na eleição municipal de 2020 em Juazeiro e revelou que consultou o senador Jaques Wagner e o governador Rui Costa antes de definir o apoio à Suzana Ramos (PSDB).

    “Nós fizemos a opção de votar com Suzana Ramos (PSDB) porque a gente entendia que ela era a melhor opção para Juazeiro, até porque o ex-prefeito Paulo Bonfim não tinha feito uma administração voltada para os interesse da população de Juazeiro, e aí a resposta veio nas urnas: mais de 30 mil votos de diferença. Antes de eu apoiar Suzana Ramos, conversei com o governador, com Jaques Wagner e eles não teve nenhum tipo de imposição ou de neutralizar a minha vontade de votar em Suzana como fiz”, finalizou.