Briga interna no DEM botou pedras no caminho de ACM Neto para 2022

    Parece que além do estrago provocado por Rodrigo Maia, que cai atirando, Neto vai precisar gastar energia para recuperar o prestígio

    Foto: Max Haack
    Foto: Max Haack

     

    Se a lógica do jogo político para a configuração de candidaturas competitivas num estado como a Bahia implica em popularidade cá e boas articulações lá no plano federal, definitivamente 2021 começou mal para ACM Neto.

    O ex-prefeito de Salvador preside o Democratas em nível nacional. De saída, um bom trampolim federal. Mas o partido acabou funcionando na contramão. Com a implosão, perdeu o amigo Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente da Câmara que o chama de traidor, e patina na busca de uma nova cara.

    Neto rebate, diz que a culpa é do próprio Rodrigo, que colocou os interesses dele acima dos outros, mas o fato é que o fogo amigo estragou o jogo.

    Maria-mole

    No fim de semana, ele dizia que o partido é independente. E na rota presidencial tem quatro nomes, o de Bolsonaro, é óbvio, onde estão aninhados os aliados dele; Ciro Gomes, namoro que parte de Salvador quando Leo Prates, deputado e secretário da Saúde na capital, entrou no partido, além de Ana Paula Matos estar como vice de Bruno Reis; também cogita João Dória, governador de São Paulo; e Luiz Henrique Madetta, o ministro da Saúde do início da pandemia que foi demitido porque estava aparecendo mais que ‘o chefe’ – Bolsonaro.

    Mas parece que além do estrago provocado por Rodrigo Maia, que cai atirando, Neto vai precisar gastar energia para recuperar o prestígio. O próprio Mandetta, que seria uma solução interna, do DEM, dispara:

    — Ele (Neto) não descarta nada, tudo pode ser. É tipo maria-mole, que vai pra um lado, vai pra outro.

    Nisso convém a ressalva. O jogo sempre importa como termina, e não como começa, embora, às vezes, o começo determine o fim.